August 16, 2017

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Metáforas e Cérebro

16 Aug 2017

As metáforas ativam parte sensorial do cérebro

 

Quando um amigo lhe diz que teve um dia áspero, você sente “lixar” debaixo de seus dedos? Se sim, seu cérebro pode estar reproduzindo experiências sensoriais para te ajudar a entender metáforas comuns. È isto que sugere uma nova pesquisa. Lingüistas e psicólogos têm debatido o quanto as partes do cérebro que mediam a experiência sensorial direta estão envolvidas na compreensão das metáforas.

 

George Lakoff e Mark Johnson, em seu trabalho histórico "Metáforas em que vivemos", apontou que nossa linguagem diária está cheia de metáforas, algumas das quais são tão familiares que podem não parecer especialmente novas ou impressionantes. Eles argumentaram que a compreensão da metáfora é fundamentada em nossas experiências sensoriais e motoras. Uma nova pesquisa sobre imagens cerebrais revela que uma região do cérebro importante para detectar a textura através do toque, o opérculo parietal, também é ativada quando alguém ouve uma frase com uma metáfora textural. A mesma região não é ativada quando uma sentença semelhante que expressa o significado da metáfora é ouvida. Os resultados foram publicados na revista Brain & Language.

 

"O resultado ilustra como nos baseamos em experiências sensoriais". "Vemos que as metáforas envolvem as áreas do córtex cerebral envolvidas nas respostas sensoriais, embora as metáforas sejam bastante familiares", diz o autor principal Krish Sathian, MD, PhD, professor de neurologia, reabilitação e psicologia na Universidade Emory.

"Este resultado ilustra como nos baseamos em experiências sensoriais para alcançar a compreensão da linguagem metafórica". "A pesquisa destaca o papel das redes neurais".  

 

 

Além disso, outros neurologistas viram que lesões em várias áreas do cérebro podem interferir com a compreensão dos pacientes sobre metáforas. "Eu não acho que haja apenas uma área responsável pelo processamento de metáforas", diz Sathian. "Na verdade, várias linhas recentes de pesquisa indicam que o engajamento com conceitos abstratos é distribuído ao redor do cérebro". "Eu acho que nossa pesquisa destaca o papel das redes neurais, em vez de uma única área do cérebro, nesses processos. O que poderia estar acontecendo é que o cérebro está realizando uma simulação interna como forma de entender a metáfora, e é por isso que as regiões associadas ao toque se envolvem. Isso também demonstra como processos complexos envolvendo símbolos, como apreciar uma pintura ou entender uma metáfora, não dependem apenas de partes evolutivamente novas do cérebro, mas também de adaptações de partes mais antigas do cérebro”.

 

Os pesquisadores também planejam investigar se a estimulação magnética do cérebro em regiões associadas à experiência sensorial pode interferir na compreensão das metáforas.

 

A pesquisa foi apoiada pelo National Institutes of Health e pela National Science Foundation.

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