August 16, 2017

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2º Segredo das Metáforas Terapêuticas

 

Segredo nº 2

 

As metáforas evitam e quebram resistências. Há uma crença popular que diz: ninguém gosta da verdade crua e nua. “A verdade” refere-se aqui a opiniões, falas e comentários que provavelmente apontarão falhas e defeitos de alguém. Quando uma crítica ou defeito é apontado a nós, naturalmente nos sentimos incomodados. Revivemos o erro ou tendemos a nos sentir diminuídos. Automaticamente vivenciamos uma emoção negativa e nos sentimos ameaçados. E qual é nossa primeira reação diante de uma ameaça? Defender-nos resistindo àquela crítica ou opinião. Podemos resistir não querendo mais tocar no assunto (fugindo) ou contra-argumentando de forma a não aceitar o que foi dito (lutando).

 

No processo psicoterápico isto não é diferente. Se o terapeuta usa de interpretações ou falas muito racionais e objetivas para apontar as características de seu cliente, a tendência deste é criar uma resistência ao que foi dito. E, a resistência na terapia, nada mais é do que o medo de ir a um lugar onde você nunca foi. No entanto, se a verdade vem através de uma analogia ou metáfora, torna-se menos ameaçadora. Portanto, a metáfora não julga. A metáfora traz o “como se” que promove inicialmente um distanciamento emocional que permite ao cliente assimilar o que foi dito. Mas ao mesmo tempo coloca-o frente a frente com a verdade ou a situação nova. Já dizia Freud: “Brincando pode-se falar tudo, até mesmo a verdade”.

 

Exemplificando: um homem, 60 anos, busca a terapia em função da ameaça de separação da esposa. O motivo era a insegurança, ciúme e dependência que possuía dela. Esta se sentia sufocada e presa. Tinha por ela uma obsessão e necessidade de controle. Apesar da ameaça da perda da esposa, não se reconhecia controlador,sem autoconfiança e inseguro; dizia que o que tinha era “amor demais”. Mas, não queria perdê-la e precisava mudar. Apontar e interpretar sua face controladora só faria com que a resistência aumentasse. Usei então uma metáfora para resignificar o problema e diminuir seu medo da mudança. Disse a ele:

 

“Tudo em excesso pode fazer mal, até mesmo o amor. Que tal fazer uma dieta? Isto mesmo, a terapia será como fazer uma dieta deste amor excessivo. Você não precisará deixar de amar e estar com sua esposa, mas necessita diminuir o peso desse amor, para não ter níveis elevados de colesterol afetivo, triglicérides e etc. Uma dieta, onde o desnecessário, o que gera mal estar sairá e o que é saudável, que gera bem estar permanecerá. Uma dieta que incluirá alimentos para o amor próprio. E que, ao alimentar o amor a você, possa amar saudavelmente os outros. Topa?”

 

Bom, só após esta “metáfora-convite” é  que as resistências foram vencidas. O plano nutricional de um amor saudável começou a ser feito.

 

Ah, as metáforas! De forma indireta tocam diretamente o coração das pessoas. São como a água de um rio que ao contornar as pedras evita barreiras, quebram resistências e abrem a possibilidade do diálogo terapêutico.

 

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