August 16, 2017

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3 Grandes Segredos das Metáforas Terapêuticas

 

O linguista Tony Beber Sardinha diz que, “a metáfora é para a gente como a água é para os peixes: está em toda parte. E por isso mesmo não a percebemos. Ela é parte de nosso hábitat natural.”

 

 

E por ser tão natural, parte integrante da nossa linguagem, acaba muitas vezes sendo subutilizada no contexto da psicoterapia. Na maior parte das terapias atua apenas como figura de linguagem ou como um elemento simbólico a ser interpretado e desvelado pelo terapeuta.

 

No entanto, as metáforas exercem um papel muito mais amplo e impactante. Elas têm o poder de curar e transformar de forma natural, respeitosa e breve as dores emocionais. Exatamente por fazerem parte de nosso “habitat”, de serem parte do nosso repertório é que possuem uma imensa capacidade curativa. O que precisamos para nos curar emocionalmente está dentro de nós! Mas, por que podemos dizer que as metáforas são terapêuticas? Quais são os segredos curativos que carregam consigo? Dentre os vários que possuem, escolhemos falar sobre três deles. Hoje vamos ao primeiro da série.

 

Segredo nº 1

 

Podemos dizer que as metáforas são “econômicas”, e ao mesmo tempo holográficas, pois conseguem condensar em imagens e palavras expressões com grandes quantidades de informações e conteúdo afetivo. Têm a capacidade de juntar a informação até então abstrata em pontos mais concretos, facilitando a expressão e compreensão da ideia e dos sentimentos.

Expressam, de uma maneira confortável e suave, o que seria difícil de dizer diretamente. Elas surgem quando não encontramos palavras convencionais para expressar nossas experiências. Muitas vezes, em nosso dia a dia não é possível nos comunicarmos de forma lógica e racional, assim necessitamos de uma comunicação mais plástica, próxima ao campo da imaginação.

Sempre digo que as metáforas nos salvam em momentos de grande emoção. Aqueles momentos em que ficamos paralisados positiva ou negativamente. Por exemplo, se alguém diz que está em uma “canoa furada”, esta pessoa conseguiu condensar em uma imagem e duas palavras uma situação provavelmente bastante complexa. Imagine alguém numa canoa furada. Bastante complicado não é mesmo? Veja que interessante: você nem mesmo precisa saber do que, exatamente, se trata a situação, mas, consegue entender o contexto e principalmente a emoção vivida pela pessoa que utilizou a metáfora.

Este é um dos segredos que faz com que a metáfora seja terapêutica. Ao utilizar a imagem da canoa, a pessoa em sofrimento economiza explicações,vai direto ao ponto e totaliza sua vivência. É a parte contendo o todo, como nos propõe a teoria holográfica. Apenas uma imagem contem a informação completa do momento vivido.

Na terapia, o uso da metáfora pode ser terapêutico desde o primeiro momento quando pedimos ao cliente para externalizar seu problema em uma imagem ou símbolo. “Com que se parece seu problema?”. Esta é uma das perguntas feitas pelos terapeutas que usam as metáforas a favor das mudanças terapêuticas, como nos conta a psicóloga Nivalda Gariglio :

 

“Uso as metáforas desde o primeiro encontro, quando peço ao cliente para definir um problema, externalizando-o através de um símbolo. Desde este primeiro momento já percebo que quebro um padrão de terapia convencional. Os clientes gostam e trazem essa metáfora muitas vezes nas sessões seguintes e até anos depois! Elas realmente ajudam a identificar o problema e fazem com que os clientes consigam ver além, buscando na metáfora novas respostas. A imagem fica mais próxima das soluções a serem alcançadas”

 

Esta construção da metáfora sobre o problema traz uma gama enorme de informações, que, se fossem ser explicadas de forma lógica poderiam gerar resistência e perda de significados relevantes.

Acompanhe os dois próximos segredos que serão revelados.

 

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