August 16, 2017

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A evolução das metáforas

 

Quando Freud apresentou sua teoria sobre a mente humana usou a metáfora de um iceberg. Nessa metáfora, a parte submersa do iceberg representava o inconsciente e a parte visível, acima da superfície, equivalia ao consciente.

 

Para falar de algo novo, Freud usou algo já conhecido pelas pessoas como uma forma de facilitar a compreensão e aceitação de suas ideias. Esta é uma das propriedades da metáfora, facilitar a compreensão de um novo conceito através da utilização de algo já experienciado ou conhecido pelo ouvinte.

 

 

 Mas, facilitar a aprendizagem é apenas um dos muitos benefícios da utilização das metáforas. No cotidiano nos expressamos constantemente através de metáforas. Nós brasileiros então, nem se fala, temos uma cultura riquíssima em linguagem metafórica!

 

No entanto, na maioria das abordagens psicoterápicas é ensinado que se o cliente fala simbolicamente ou metaforicamente é papel do terapeuta “traduzir” esta forma de comunicação. O cliente usa e traz metáforas, mas o terapeuta as traduz para uma linguagem não simbólica ou atribui a ela uma interpretação. Seguindo as idéias de Gregory Bateson (antropólogo e um dos pais da psicoterapia sistêmica) este padrão de funcionamento, gera uma comunicação em níveis lógicos diferentes, o que pode dificultar e prolongar desnecessariamente o processo de terapia.

 

Foi partindo desta premissa e da observação apurada da linguagem de seus pacientes é que o psiquiatra norte-americano, Milton H. Erickson iniciou uma importante mudança nesta prática. Cabe a ele o crédito de ter demonstrado que, se o cliente pode se comunicar de forma metafórica, o terapeuta também pode. Se o cliente se comunica através de símbolos e metáforas, o terapeuta também pode utilizar do mesmo recurso.

 

Podemos dizer que, a utilização terapêutica das metáforas reflete uma evolução  na maneira convencional de realizar a psicoterapia. Muito mais do que mera figura de linguagem as metáforas passaram a desempenhar um poder cognitivo e de caráter positivo. As metáforas assumiram, na psicoterapia, o poder de curar e transformar.

 

Ora, se fazem parte de nosso “habitat natural” por que deixá-las de lado exatamente no processo de “cura das dores emocionais”? A cura de toda dor emocional é urgente para quem a sente, portanto, é dever do terapeuta buscar instrumentos, intervenções e ferramentas que possam auxiliar na cicatrização mais rápida destas feridas emocionais. E é a partir de uma experiência de muitos anos de clínica, que asseguro que as metáforas têm esse poder. Elas têm a capacidade de nos conduzir a fazer descobertas acerca de questões sobre as quais não possuíamos clareza antes de tomarmos contato com elas.

 

São persuasivas, pois, não apenas nos “convidam”, mas, de alguma maneira nos “impulsionam” para uma pesquisa futura, que poderá nos levar a “novos caminhos”. Provocam insights, reflexões, mudanças e até mesmo um conforto em nossos corações.

 

Milton H. Erickson propunha que o terapeuta utilizasse não só as metáforas trazidas pelos clientes, como também criasse e usasse as metáforas universais, aquelas que fazem parte do repertório de todos nós.

 

No próximo artigo falaremos sobre o porquê das metáforas produzirem mudanças terapêuticas surpreendentes. Continue acompanhando nossas postagens!

 

E abaixo, deixe seu comentário, dúvidas e sugestões.

 

 

 

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