August 16, 2017

Please reload

Posts Recentes

I'm busy working on my blog posts. Watch this space!

Please reload

Posts Em Destaque

Loucura não se prende

16 May 2017

 

Entenda a luta antimanicomial

 

A luta antimanicomial originou-se da Psiquiatria Democrática, ou o movimento de “negação à psiquiatria”, encabeçado pelo psiquiatra italiano Franco Basaglia.

Durante os anos sessenta,Basaglia dirigiu o Hospital Psiquiátrico de Goriz

ia e ali testemunhou uma série de abusos e negligências no tratamento dos enfermos.

Basaglia concluiu que a psiquiatria não era suficiente para tratar o paciente e que o isolamento e a internação em manicômios poderiam até mesmo agravar a condição dos pacientes. Portanto, seria necessário remodelar a estrutura psiquiátrica tal como era conhecida. O tratamento manicomial deveria ser substituído por atendimentos terapêuticos através de centros comunitários, centros de convivências e tratamento ambulatorial. 

 

No Brasil, no fim da década de 70, muitos movimentos ligados à saúde denunciaram abusos cometidos em instituições psiquiátricas, além da precarização das condições de trabalho no interior das instituições. A partir daí, surgiram movimentos de trabalhadores de saúde mental, que colocaram em evidência a necessidade de uma reforma psiquiátrica no Brasil. O Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental ( MTSM ) – que contou com a participação popular, inclusive de familiares de pacientes – e o Movimento Sanitário foram dois dos maiores responsáveis por essa iniciativa.

Em 18 de Maio em 1987, foi realizado um encontro de grupos favoráveis a políticas antimanicomiais. Nesse encontro, surgiu a proposta de reformar o sistema psiquiátrico brasileiro. Pela relevância daquele encontro, a data de 18 de maio tornou-se o dia de Luta Antimanicomial.

A luta contra os manicômios completa 30 anos e movimentos populares, coletivos e entidades organizam atos em todo Brasil no dia 18 de maio para celebrar o Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

Os atos têm como objetivo comemorar as vitórias alcançadas nessas três décadas e defender pautas atuais, como a ampliação e melhorias no sistema Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da rede municipal de saúde. Além de poucos, os CAPS estão em situação degradante. São insuficientes para atender a população e estão totalmente sucateados. Não conseguem suprir a demanda e funcionar efetivamente como rede de apoio às famílias.

 

Dar voz e dignidade ao paciente é o objetivo da reforma psiquiátrica. E ainda, fazer com que seus interesses sejam levados em conta e que o tratamento possa ser o mais adequado para ele. Todo diagnóstico e terapia devem depender de seu consentimento ou de sua família. O paciente, na proposta da reforma psiquiátrica sai do lugar de objeto para protagonista de sua história. Mas para isto acontecer de forma efetiva e eficaz ainda será necessário mudar muita coisa no sistema psiquiátrico. Nestes trinta anos muitas conquistas foram obtidas, o que motiva as entidades, pacientes e familiares a continuarem na batalha por melhorias.

Se você apóia compartilhe esta ideia, porque loucura não se prende...

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Siga
Procurar por tags
Please reload

Arquivo
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square

@

(31) 99644-8162